Como Revisar Seu Currículo Rapidamente

Este post está direcionado a quem já tem um currículo pronto. Você aplicou todos os segredos e conselhos e agora se está perguntado:

  • Será que meu currículo é realmente de qualidade?

Como você poderá ter certeza?

Primeiro você tem de saber algo muito importante sobre o modo como cérebro humano faz suas escolhas e sobre a forma como as emoções estão envolvidas.

A Neurologia da Escolha

Algumas pessoas prezam muito sua capacidade de raciocínio. Elas olham de lado para suas emoções, como se esses sentimentos fossem o resultado de uma forma inferior de existência. Outros dão muito valor aos seus sentimentos, verificando se algo é bom ou mau com base em como essa coisa os faz sentir. Frequentemente, estes últimos se referem a isso como sua intuição.

O recrutador que avaliará seu currículo provavelmente será uma mistura desses dois tipos de pessoa. Como poderá usar isso para sua vantagem?

Em raras circunstâncias, uma pessoa pode desenvolver uma doença, ou sofrer um acidente, que acaba prejudicando sua capacidade de sentir emoções. A ciência nos mostra que quando isso acontece, a pessoa afligida por esse problema se torna alguém muito indeciso. O que acontece, é que até mesmo a mais simples das escolhas pode resultar em um fluxo interminável de avaliações. Sem emoções para fazer o desempate, a pessoa permanece estática, incapaz de se decidir.

Como é que as emoções nos ajudam a tomar decisões?

À medida que nosso cérebro avalia a realidade, ele atribui significado aos estímulos sensoriais e faz previsões quanto ao que ocorrerá nos próximos segundos, horas ou dias. Com base nessas previsões, o nosso cérebro prepara o nosso corpo para reagir. Nós sentimos essa preparação na forma de sensações corporais. Nosso coração pode bater mais rápido, nosso estômago pode contrair ou nossas expressões faciais podem mudar. Mas não é apenas o nosso corpo que se altera, as emoções também afetam nosso modo de pensar sobre um assunto.

De que forma as emoções modificam nossa maneira de pensar?

Imagine que você está andando por um beco escuro, bem de madrugada. De repente, um estranho se aproxima de você vindo de trás e profere algumas palavras indecifráveis. O que acontece dentro de seu cérebro? Rapidamente, ele avalia a situação como sendo perigosa e envia ordens a todas as células do seu corpo para que elas se preparem adequadamente.

Seus batimentos cardíacos disparam, seus músculos ficam tensos, você começa a hiperventilar e sua mente se concentra no inimigo e no perigo que ele representa. Não interessa quão preocupado você estava com algum outro problema, todos esses pensamentos sumiram. Agora todo o seu poder mental foi reorientado para o aqui e agora. O que aconteceu? Podemos dizer que você se transformou em virtude da previsão que seu cérebro fez do futuro.

Seu cérebro imaginou um futuro imediato onde existe uma alta probabilidade de você ser atacado. Ainda se lembra do que falamos sobre o cérebro ser muito rápido a tirar conclusões? Nas frações de segundo que tinha disponíveis para tomar uma decisão referente ao perigo que aquele homem estranho representa, seu cérebro decidiu preparar seu corpo e seus processos mentais para lutar ou fugir. Que nome damos a essa transformação?

Medo.

Quando estamos sentido medo, isso impacta nossas escolhas. Você não precisa ficar pensando no que vai fazer e avaliando cada uma das opções. O medo ajudará você a decidir que ficar quieto é uma excelente escolha, a fim de evitar ser perseguido e atacado ou até levar um tiro. Em outras circunstâncias, o medo ajudará você a decidir fugir sem que tenha de perder muito tempo analisando outras opções. Mas uma emoção não afeta nossas escolhas apenas em uma situação extrema como esta. Um pouco de medo já ajuda na hora de tomar uma decisão.

Além disso, outras emoções, como a raiva ou a tristeza, também influenciam o que escolhemos fazer. Em maior ou menor grau, as emoções fornecem o desempate que nos permite decidir rapidamente entre várias opções, mesmo quando não temos informações suficientes para fazer uma escolha puramente lógica.

Por exemplo, se existem dois caminhos que levam ao mesmo lugar, qual eu escolherei? A lógica só vai me manter preso mais tempo do que o necessário. As emoções, por sua vez, aceleram o meu processo de tomada de decisão e eu acabo escolhendo o caminho que mais me atrai ― ou seja, aquele que me faz sentir melhor. Ou, se nenhuma opção atraente estiver disponível ― o menos repugnante.

Como isso se aplica a seu currículo?

Quer ele tenha chegado às suas conclusões através da lógica ou da intuição, em última instância, o recrutador escolherá os currículos que o fazem sentir melhor ― mais confiante.

Claro que, quando você olha para seu próprio currículo, você se sente assim. Mas, será que o recrutador sentirá o mesmo? Talvez sim, talvez não. Sendo assim, o que você precisa fazer para ganhar uma perspetiva mais realista sobre o documento que preparou?

Você pode se sentir inclinado a dar mais uma olhada em seu currículo, mas isso poderá não ser suficiente. Porquê? Porque quando nós lemos a mesma coisa uma e outra vez perdemos a percepção do impacto que ela terá sobre as outras pessoas. Pior ainda, o nosso cérebro pode começar a rejeitar ter que processar repetidamente a mesma informação. Como resultado, vamos começar a sentir repugnância por aquilo que escrevemos. Isso poderá levá-lo a editar e reeditar aquilo que já estava perfeito, fazendo-o perder tempo e diminuindo sua confiança na qualidade do seu trabalho. O que, então, você pode fazer? Na verdade, a solução não é complicada.

Chame um ou mais amigos e convide-os a dar uma olhada em seu currículo. Peça-lhes que lhe deem uma opinião honesta.

Que tipo de opinião lhe será mais útil?

Peça-lhes que lhe digam:

  • Onde eles reviram os olhos.
  • Onde eles se sentem cansados, até mesmo repugnados.
  • Qualquer passagem que os faça pensar “esse cara não pode estar falando sério.”
  • Onde eles sentem que algo não bate certo.

Eles que prestem especial atenção a esse sentimento de que algo não bate certo, pois esse é um sinal de que seus cérebros pegaram algo fora do lugar. Seu amigo pode não ser capaz de descrevê-lo, mas algo pode estar errado com a frase, a formatação, o tamanho do tipo de letra ou até com a utilização do espaço em branco.

No entanto, uma palavra de cautela. Não vá logo editando o currículo. Em vez disso, se você decidir rever qualquer aspeto do seu currículo, em cada parte que você rever, se pergunte:

Isto permitirá que você olhe de modo objetivo para qualquer área que seus amigos considerem problemática.

Uma atividade que você pode fazer junto com seus amigos

Assim que você tiver seu currículo pronto poderá tentar a seguinte atividade: Vá buscar uma cópia de seu currículo original e da versão otimizada que você preparou com base nas dicas deste livro. De seguida, peça a seu amigo que dê uma olhada no seu currículo original e lhe pergunte:

“Depois de ler esse currículo, em uma escala de 1 a 10, quanto você deseja me contatar para uma entrevista?”

Aponte esse número e de seguida permita que ele leia o novo currículo otimizado. Repita a pergunta.

Este simples exercício lhe revelará o quanto as coisas certas, ditas do modo certo, podem afetar o desejo de outra pessoa de o conhecer pessoalmente.

Revisão Final

Para que possa garantir rapidamente que seu currículo está adequadamente estruturado for preparado um artigo que sumariza todos estes passos: Como Fazer Um Currículo Superior – Os 11 Passos Fundamentais. Nesse artigo você poderá conferir rapidamente se seu currículo possui todos os campos e se eles se encontram preenchidos adequadamente.

Qual o Próximo Passo?

Assim que você estiver plenamente satisfeito com a aparência final de seu novo currículo, tem uma nova tarefa pela frente: A Carta de Apresentação. No entanto, não se preocupe, pois agora que você tem um excelente currículo verá que é bastante fácil preparar uma carta de apresentação, conforme a próxima seção lhe explicará.

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